Condomínio de luxo em Moema é alvo de arrastão com quadrilha armada
Na madrugada de sábado (2 de agosto), um condomínio residencial de alto padrão em Moema, zona sul de São Paulo (SP), sofreu uma invasão criminosa de cerca de 15 indivíduos fortemente armados. Os criminosos utilizaram controle remoto da garagem para entrar no prédio, renderam o porteiro e desligaram o sistema de câmeras, segundo boletim da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
Em torno das 23h, os ladrões surpreenderam moradores e funcionários, exigindo documentos, celulares, joias, dinheiro e até um veículo para fuga. As vítimas foram abordadas dentro do condomínio e obrigadas a acompanharem os criminosos até seus próprios apartamentos antes de serem despachadas de volta ao saguão.
Os assaltantes mantinham máscaras e luvas, além de armas de fogo. Após desligarem a segurança eletrônica, circularam livremente pelas unidades residenciais. A polícia encontrou alguns celulares descartados na região da Avenida Interlagos e identificou o uso de chaves de acesso clonadas ou roubadas para invadir o prédio.
Apesar da gravidade, nenhum morador ou funcionário ficou ferido durante o arrastão. A polícia segue em diligência para identificar e prender os responsáveis. A ocorrência foi registrada no 27º Distrito Policial do Ibirapuera.
Alertas e recomendações para síndicos e administradoras
Especialistas em segurança condominial ressaltam que o episódio reforça falhas estruturais graves em muitos condomínios de luxo:
- Falhas nos controles de acesso remoto e ausência de autenticação multifatorial podem facilitar invasões;
- A rapidez dos criminosos em desativar câmeras evidencia a falta de redundância no monitoramento interno;
- O tempo de resposta tardio da PM — alertada apenas por volta das 7h — destaca a necessidade de sistemas internos de reação mais eficazes.
Conclusão
Este novo arrastão em Moema traz à tona a urgência de reforços na gestão de segurança dos condomínios residenciais, especialmente em bairros nobres. A combinação de controle de acesso vulnerável, ausência de vigilância contínua e demora na resposta das autoridades criou condições para ação criminosa altamente planejada. Síndicos devem revisar protocolos e modernizar sistemas de segurança para evitar incidentes semelhantes.