Como se proteger de assaltos e agir em casos de racismo no condomínio

Como se proteger de assaltos e agir em casos de racismo no condomínio

Especialista esclarece dúvidas frequentes sobre segurança, convivência, furtos, portaria remota e crimes como racismo e homofobia dentro de condomínios


A vida em condomínio, especialmente em grandes centros urbanos como São Paulo, exige atenção constante e bom senso. Com situações que vão de assaltos e furtos internos a casos de racismo e homofobia, síndicos e moradores precisam estar preparados para agir com responsabilidade e conhecimento da lei.

Durante participação no telejornal SP1, o advogado especialista em condomínios, Marcio Rachkorsky, respondeu às principais dúvidas sobre segurança e convivência condominial. Veja os destaques:


Como se proteger de assaltos na porta do condomínio?

Segundo o especialista, assaltos na entrada dos prédios costumam ser crimes de oportunidade.

“Evite distrações, não fique no celular do lado de fora e, se notar algo estranho, dê uma volta no quarteirão antes de entrar”, orienta Márcio.

A recomendação é aguardar carros de aplicativo ou visitas do lado de dentro do condomínio, sempre em local seguro.


E ao sair ou entrar pela garagem?

“A entrada e saída de veículos são momentos de vulnerabilidade. Vidros fechados, som desligado e atenção total ao entorno são fundamentais”, destaca o especialista.

A orientação é clara: se houver qualquer movimentação suspeita, não entre — circule novamente o quarteirão.


Segurança durante a madrugada

Iluminação adequada nas áreas externas é indispensável.

“Síndicos devem garantir luz forte e eficiente”, afirma Márcio.

Para moradores que chegam tarde, a sugestão é combinar previamente com o porteiro e evitar permanecer do lado de fora aguardando o veículo.


Roubos de cachorro: como evitar

Casos de roubo de animais têm se tornado cada vez mais comuns. A recomendação é evitar ruas desertas e horários de pouco movimento.

“Saia com roupas simples, sem objetos chamativos e, se possível, acompanhado por outros tutores”, aconselha o especialista.


Portaria remota é segura?

Sim, desde que haja monitoramento em tempo real. Márcio esclarece: “O operador da central deve observar as imagens e, se necessário, acionar a polícia. Nenhum porteiro — físico ou remoto — pode enfrentar criminosos”. Em situações de emergência, o correto é ligar para o 190.


O que fazer em caso de furtos entre vizinhos?

Quando há imagens comprovando o furto, o morador responsável pode ser acionado judicialmente e obrigado a indenizar.

“Se não houver prova concreta, o caso se complica, por isso é essencial reforçar a vigilância com câmeras nas áreas comuns”, pontua o advogado.


Racismo ou homofobia: qual a responsabilidade do síndico?

A omissão não é uma opção.

“O síndico tem obrigação legal e moral de agir”, afirma Marcio Rachkorsky.

Isso inclui acionar o jurídico do condomínio, apoiar a vítima e garantir que o boletim de ocorrência seja registrado.

“O condomínio precisa demonstrar que não compactua com esse tipo de conduta”, completa.


Moradores alimentam pássaros e morcegos aparecem: o que fazer?

Alimentos deixados em varandas ou janelas atraem não apenas pássaros, mas também morcegos e outros animais. O especialista alerta:

“O síndico deve orientar os moradores e, se o problema persistir, contratar um biólogo ou acionar o Centro de Controle de Zoonoses”.


Moradores do térreo devem pagar pelo elevador?

Sim.

“Todos os condôminos devem arcar com as despesas comuns, independentemente do uso direto”, explica Márcio. Ele compara: “Senão, teríamos questionamentos como ‘por que pagar pela piscina se não uso?’”.

A entrevista reforça a importância da boa gestão condominial, com síndicos atentos, moradores conscientes e ações coordenadas para garantir segurança, respeito e convivência harmoniosa nos espaços coletivos.


Piauí Folha

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